7 Formas de Não-Gestão de Conflitos

Um tema sexy e muito útil na vida pessoal e empresarial. Porém, há equívocos permanentes na forma como encontrar consenso e equilíbrio entre duas partes aparentemente em desacordo. A essência é encontrada sempre no que é comum aos dois lados, sobretudo considerando-os de igual modo nas suas perspectivas.

Na minha experiência profissional, identifiquei sete estratégias disfuncionais. O mais interessante é que, mesmo na presença de pessoas com tarimba profissional, com formações na área, acabavam por recorrer a estes métodos e a culpar um dos lados, dizendo que era «inflexível». Aprendi o que fazer a partir do que não se deve fazer.

No limite, a resistência nas partes envolvidas é sinal de falta de rapport entre elas e do mediador.

Vejamos então as 7 formas de não-gestão de conflitos. A partir de hoje, saiba que estas são formas de remediar e paliativos dos conflitos que amenizam a dor, mas nunca resolvem.

1 – Ignorar o Conflito
O primeiro passo para o deixar crescer, esperando que se resolva por ele próprio. Lembre-se que desleixo torna a fogueira num incêndio.

2 – Apaziguar as duas Partes
Os «paninhos quentes». Palavrinhas amigas do «vamos lá a ver se se entendem», «vejam se se acalmam», «temos de ter calma». É uma forma tranquila de prolongar o problema.

3 – Convencer uma das Partes
O processo de desvalorização de um dos lados, considerando-o de antemão como mais fraco. Tenta-se que se entregue, que se renda, abdicando de si mesmo. O primeiro passo para criar ressentimento e sensações do pé-atrás.

4 – Comprar uma das Partes
Um dos lados é comprável. Tem um preço. Pois bem, compenso-te com dinheiro, uma posição, um estatuto, e tu abdicas por completo a tua perspectiva. O segundo passo para criar o hábito de comercializar opiniões e serviços.

5 – Pressionar uma das Partes
Chegamos à zona da contundência. O registo passa a ser de agressividade controlada, com um odor a retaliação caso não se abandone a opinião. O clima cria peso e desconforto nos indivíduos. O vínculo emocional desce, sobe a perspectiva instrumental do «estou aqui porque preciso, não porque quero».

6 – Tornar Invisível uma das Partes
A chantagem emocional. Torna-se a pessoa invisível e passamos a ter uma relação tóxica com o indivíduo. Chegámos ao reino da negligência. Como esperar performance de um indivíduo acossado e ignorado?

7 – Enxovalhar e Ofender
A parte final, do desespero, está associada a uma atitude abrasiva e agressiva. Quando se atinge uma das partes com ironias, sarcasmos e até enxovalhos públicos directos. A fase da falência das relações. Entramos na balcanização, imperam a culpa e a vitimização.

Agora, reveja os passos e saiba que terá grande probabilidade de fazer uma viagem na montanha-russa do conflito se os usar. Considere e aceite as duas partes. Procure encontros e cedências nos dois lados e atente ao contexto, não individualize.

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *