Desmotivação, Monotonia, Fadiga Física ou Stresse

Riscos Psicossociais

Tendo em conta as notícias que surgem diariamente nos meios de comunicação social, palavras como Desmotivação, Monotonia, Fadiga física ou Stresse, parecem estar bem longe das principais preocupações do comum empresário do nosso país.

Estas palavras traduzem o que se designa por Riscos Psicossociais e a par dos riscos físicos, químicos e biológicos são alvo de rigorosa avaliação e controlo em termos de Higiene e Segurança laboral.

Refiro que surgem a par, no entanto, esta tipologia de riscos é muitas vezes delegada para segundo plano, com a justificação da apertada gestão de recursos promovida pela maioria das empresas nacionais.

Esta estratégia organizacional parece, contudo, não acompanhar a realidade dos factos e estudos realizados:

Segundo a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), o stresse laboral é o segundo problema de saúde mais referido na Europa — após as perturbações muscu­loesqueléticas. Cerca de metade dos trabalhadores considera-o comum no seu local de trabalho, mas cerca de cada 4 em 10, pensa que o stresse não é devi­damente abordado.

Mais de metade dos dias de tra­balho perdidos pode ser impu­tada ao stresse relacionado com o trabalho. Sendo que, habi­tualmente, as ausências relacio­nadas com o stresse tendem a ser mais prolongadas do que as relacionadas com outras causas.

Números apresentados recen­temente pela Ordem dos Psicólogos Portugueses referem que os custos diretos e indiretos com o stresse laboral em Portugal ultrapassam os 300 milhões de euros ano. Ao nível europeu, as despesas relacionadas com tra­tamentos médicos de trabalha­dores e perdas de produtividade relacionadas com os riscos psi­cossociais ultrapassam os 240 mil milhões de euros anuais.

Como é possível assim, que apesar de cerca de 8 em cada 10 dirigentes europeus mani­festarem preocupação com o stresse nos respetivos locais de trabalho; menos de 30% admi­tam ter implementado procedi­mentos para lidar com os riscos psicossociais?

Tendo em conta que mudanças simples, muitas vezes fazem toda a diferença, será que os benefí­cios desta implementação não superam os custos que lhe estão imputados?

1 Comment

  1. AvatarVítor Manuel Vilela Moço

    Olá Dra. Ana, eu Vítor Moço, formação do CAM de mercadorias na escola de condução Boa Viagem na Figueira da Foz no passado dia 05/11/2016, quero-lhe dizer que a minha experiência de vida já é um pouco longa apesar de só ainda ter 43 anos de vida.
    Posso afirmar que em Portugal existem demasiados patrões e muito poucos líderes. No entanto, também existem muitas pessoas que no seu dia-a-dia de trabalho o que mais sabem fazer na vida é tentar intrujar a vida dos outros, como se tal situação os deixasse felizes, mas, na realidade não passam de verdadeiros medíocres.
    A minha vida profissional começou de início num curso profissional com equivalência ao 9º ano de escolaridade durante 3 anos civis de carpinteiro marceneiro, depois entrei no mercado de trabalho na construção civil como carpinteiro de cofragens.
    Mais tarde, depois de ter tirado a carta de condução de pesados de mercadorias fui trabalhar para uma empresa de construção e manutenção eléctrica nas redes públicas para a EDP.
    Entretanto, sofri um acidente de trabalho que me limitou nas minhas capacidades físicas e me invalidou para o exercício da minha profissão na altura, Condutor Manobrador de Equipamentos Industriais, (trabalhar com gruas montadas em camiões), o que, me deu para ser reconvertido no posto de trabalho para a profissão de Serralheiro Civil de 1ª. Depois disto quis tirar a categoria D e foi a partir daí que comecei a minha caminhada nos transportes públicos até aos dias de hoje.
    Porém já senti na pele vários tipos de discriminação por parte de patrões, agora nunca esperava era ter sido abalroado por alguém que nem sequer sabe onde é que é o seu devido lugar, isto é, alguém dentro da empresa onde trabalho por enquanto decidiu fazer algo com o intuito de tramar alguém e realizou-o.
    Esse alguém conseguiu simular um acto criminoso e conseguiu mentalizar o chefe de secção de que teria sido eu a realizar tal acto.
    Contudo, como estava e estou de consciência tranquila e leve em relação a qualquer acto de tal natureza e, fazendo uso da minha inocência respondi a toda aquela trapalhada sem ir para lado nenhum judicial mas, como as pessoas não quiseram saber da minha resposta e como quiseram medir forças com a verdade, então só me restou recorrer ao Ministério Público para esclarecer as dúvidas existentes.
    No final das dúvidas esclarecidas o Juiz do TT entendeu dar-me a razão e castigar a empresa obrigando-a a repor o que me tinha retirado e anulou-lhe a sanção disciplinar que a mesma me tinha aplicado.
    Ora, é claro que, essa decisão teve repercussões administrativas/jurídicas para o meu chefe, que, segundo fui informado pelo meu representante legal de que, o dito chefe teria sido desacreditado pelo departamento jurídico do grupo.
    Quando pergunta se consigo lidar com a pessoa em questão, pois, é claro que “quem não deve, não teme”, “quem estiver mal que se ponha bem”.
    Além, de lidar com este também lido com quem o fez na realidade e, garanto-lhe que já tive a oportunidade de puder confirmar vários actos praticados por este indivíduo que após um dos actos cometidos o mesmo se afastou da maioria dos colegas numa forma de pessoa importante.
    Para finalizar só lhe quero dizer que consigo ser mais forte que tudo isto e sei enfrentar a vida tal qual ela é.
    Até breve e tudo de bom para si.

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